Hoje em dia todos falam dos millenials como uma geração mimada, criada a pão-de-ló, sem sequer definirem antes o que viria a ser um millenial.

Primeiramente, são uma geração de pessoas nascidas entre 1981 e 1996¹, o que significa que possuem comportamentos, características e percepções resultantes do tempo em que cresceram e se desenvolveram, com determinadas influências culturais e tecnológicas e dinâmicas sociais. Logo, são frutos de um meio, igual a outras gerações, como os Baby Boomers ou a geração Z.

O diálogo entre gerações é essencial no ambiente de trabalho, uma vez que cada uma trará diferentes posicionamentos e soluções para os problemas cotidianos, seja numa empresa, escritório, ambiente universitário, etc. Para que um negócio possa inovar e se renovar constantemente, suprindo as necessidades fluídas do mercado, é necessário o hibridismo resultante do contato entre os mais jovens e os mais velhos.

Portanto, tentemos entender os millenials para assim entender suas necessidades profissionais. Tendo crescido num período de boom tecnológico e marcados pelas enormes mudanças ao redor do mundo entre os anos 80 e 2000, os millenials ainda colhem os frutos das crises econômicas mundiais², tendo o início de suas carreiras impactado ou mesmo sua educação – mudando o campo de estudo ou tendo de lidar com os gastos de sua formação de modo nem sempre positivo –, e estão em uma posição cinzenta no que tange os avanços cada vez maiores dos meios de comunicação e conectividade, podendo fazer um link entre antigas tecnologias, como o fax, e as novas, como o Iphone, sendo ao mesmo tempo mais conectados do que qualquer geração precedente.

Os anos 90 marcaram também diversas transformações sociais, com mais direitos para minorias e representantes destas em posições de destaque, o que formou uma geração mais tolerante e inconformada com as estruturas anteriores, porém sem buscar causar rupturas bruscas, já que ainda são frutos de um sistema conservador.

Pode-se afirmar, então, que os millenials são uma geração que se encaixa num espaço de transição na história. Tenderão a representar no ambiente de trabalho essa mesma trajetória, colocando-se como defensores de uma nova forma de lidar com afazeres sem, porém, tentarem revolucionar a atmosfera tradicional por completo. Buscam um ambiente mais diversificado e com horas equilibradas entre vida pessoal e profissional, uma vez que o status quo não é mais tão dependente da posição ou de quanto dinheiro um indivíduo acumula.³ Ao mesmo tempo, estão dispostos a se dedicarem por longas horas para cumprir com suas obrigações.

É uma geração mais autoconfiante, que cresceu acreditando que poderia mudar o mundo, pois possuem mais acesso à informação e tendem a ter um nível educacional alto ao adentrar o mercado. Tudo isso faz com que os millenials sejam ambiciosos e tendam ao empreendedorismo. Um ambiente de trabalho desafiador, que ofereça oportunidades de crescimento e inovação é ideal para mantê-los interessados.

Apesar do apelo dos desafios, a maioria dos millenials preocupa-se também com sua estabilidade financeira e criam objetivos de carreira a longo prazo. Por isso buscam oportunidades que lhes permitam crescer e se desenvolver, deixando um impacto positivo na organização onde trabalharem e especializando-se no campo de sua escolha.

Por terem crescido numa época de mudanças rápidas e extremas, os millenials tendem a buscar novidades. As empresas precisam se adaptar para manterem novos talentos, oferecendo-lhes meios de exercitar proatividade e flexibilidade. O modelo engessado de oito horas seguidas de serviço diário não funciona tão bem com essa geração: eles buscam levar o dinamismo de suas vidas pessoais para o ambiente de trabalho, quebrando as barreiras entre essas duas realidades.

Dar espaço para que os millenials se posicionem e busquem soluções é o meio mais efetivo de retê-los. Tendo crescido em uma sociedade de constante fluxo de informações com fácil acessibilidade, a maioria desses jovens tem opiniões fortes e passionais sobre uma enorme gama de assuntos. Apelar para esse ímpeto inovador inerente à juventude no geral é ainda mais urgente.

Claro, não se deve esquecer que o conceito de geração, apesar de ser uma generalização facilitadora, não é exato, baseando-se em dinâmicas sociais especificas de determinadas localidades. Cada profissional terá suas próprias necessidades; tomar o conceito de millenial como universal é um erro grave. Cabe às empresas decidirem que tipo de profissional querem atrair e manter, tendo em vista que todos os anos jovens diversificados entram no mercado de trabalho.

¹ Pew Research Center

²desaceleramento econômico nos anos 80; crise de 2008.

³Coorporativismo dos anos 1970-1990. 

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