Apesar de sermos a maioria da população brasileira (as mulheres representam cerca de 51% da população) as mulheres ocupam somente 15% do Congresso e 12% das Prefeituras no país.

O Brasil, mesmo possuindo uma legislação que determina que 30% das candidaturas devem ser de mulheres, precisa muito avançar neste tema. Vamos lembrar que apenas em 1932 as mulheres alcançaram o direito ao voto em todo país[1].

A discrepância é tão grande que até 1943 mulheres só podiam trabalhar fora de casa com autorização de seus maridos e que somente com a Constituinte de 1988 foi declarado que somos todos iguais sem distinção de qualquer natureza. Em por falar em Constituinte, apenas em 1988 banheiros femininos foram construídos no plenário da Câmara dos Deputados, algo que só aconteceu no plenário do Senado Federal em 2016.

O movimento sufragista[2] feminino surge no mundo nos séculos XIX e XX juntamente com a primeira onda feminista. O feminismo[3] acontece justamente pela luta para garantir às mulheres acesso à educação e combater as desigualdades de trabalho e leis matrimoniais. Algo só possível com políticas públicas, participação política e exercício do voto.

O sufrágio feminino foi garantido ao redor do mundo em diferentes momentos ao longo dos últimos 130 anos. Nova Zelândia foi o primeiro país a garantir o voto feminino em 1893, por outro lado na Arábia Saudita somente em 2011 as mulheres adquiriram o direito de votar.

Transformar o mundo, transformar a sociedade num lugar mais justo e menos desigual está diretamente ligado ao exercício do voto. Por isso o Idis – Instituto pela Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros e seu Pilar de Gênero vem neste mês de novembro convocar que todas e todos exerçam seu direito ao voto nas eleições e façam parte da mudança que querem ver[4] no Brasil.

[1] O Estado do Rio Grande do Norte garantiu o voto as mulheres em 1929.

[2] Sufrágio é o direito ao voto.

[3] Termo cunhado em 1895

[4] Parafraseando famosa citação de Mahatma Gandhi “Seja a mudança que você quer ver no mundo”

Autora: Ana Paula de Almeida Santos

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